top of page

Aceitando o ritmo que a vida pede

  • Foto do escritor: Thaís
    Thaís
  • há 1 dia
  • 5 min de leitura


Nos últimos dias, escrevi sobre a pausa que precisei fazer no blog e no trabalho, e sobre minha tentativa de retomar as atividades com mais leveza e serenidade. Mas a vida, com toda a sua imprevisibilidade, trouxe mais uma perda para a minha história.

Diante disso, percebi que preciso continuar respeitando o ritmo mais lento que venho adotando nos últimos tempos. E foi justamente por essa razão que decidi compartilhar esta experiência com você. Quero falar sobre a importância de respeitar nossos limites, praticar o autocuidado e compreender que alguns recomeços exigem mais tempo, mais paciência e mais gentileza do que imaginamos.


O peso das perdas e a necessidade de desacelerar


Perder alguém ou algo importante abala profundamente o nosso equilíbrio emocional. Não se trata apenas da tristeza que sentimos, mas também da necessidade de reorganizar sentimentos, pensamentos, expectativas e até mesmo a rotina. O luto é um processo delicado, doloroso e, ao mesmo tempo, transformador.

Uma das reflexões mais marcantes que encontrei sobre esse tema está no livro A morte é um dia que vale a pena viver, da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes. Curiosamente, eu estava lendo esse livro quando meu sogro faleceu de forma inesperada, há cerca de quatro anos.

Na obra, ela compara o luto à entrada de uma caverna escura. Quando perdemos alguém importante, somos conduzidos para dentro dessa caverna sem conseguir enxergar a saída. E existe algo muito significativo nessa metáfora: não é possível sair pelo mesmo caminho por onde entramos. A vida que existia antes daquela perda já não existe mais.

Por isso, precisamos atravessar a caverna. Sem saber quanto tempo a caminhada irá durar. Sem conseguir ver a luz do outro lado. E, quando finalmente saímos, descobrimos que será necessário construir um novo caminho, uma nova forma de viver e seguir em frente.

Não há atalhos para essa travessia.

Cada pessoa percorre esse caminho no seu próprio tempo.

Esse livro me ajudou a compreender melhor a dor do luto e me permitiu ser uma rede de apoio mais presente para o meu esposo naquele momento. Mal sabia eu que, apenas três anos depois, estaria vivendo minha própria travessia ao perder meu pai. E, então, foi ele quem me ofereceu suporte, acolhimento e presença durante esse período tão difícil.

Quando tentei retomar a rotina após aquela primeira pausa, percebi que ainda havia muitas emoções que precisavam ser acolhidas. Muitas dores que ainda estavam buscando seu lugar dentro de mim.


E agora, pouco mais de um ano depois, uma nova perda surge, uma perda muito dolorosa, a minha querida sogra adormeceu, e com isso, um lembrete daquilo que tantas vezes esquecemos: o corpo e a mente precisam de tempo para se recuperar. A cura emocional não acontece por decreto, nem segue o calendário que gostaríamos que seguisse.


Em memória: Geralda, a Gê! A maior apoiadora das terapias integrativas e da Alívio Terapias


Essas experiências me ensinaram que fazer uma pausa não é sinal de fraqueza, falta de comprometimento ou desistência. Pelo contrário. É um ato de respeito consigo mesmo. É reconhecer que existem momentos em que seguir em frente significa desacelerar.

O luto não possui um prazo determinado, nem uma fórmula pronta. Cada pessoa vivencia esse processo de forma única, carregando sua própria história, suas próprias lembranças e seus próprios desafios.

Por isso, ao longo deste conteúdo, quero compartilhar informações, reflexões e práticas que possam trazer algum alívio para você que também está enfrentando a dor de uma perda.

E, se este não é o seu momento de luto, talvez a leitura ainda faça sentido para você. Afinal, em algum momento da vida, todos nós somos convidados a atravessar nossas próprias cavernas. E compreender esse processo pode nos ajudar a cuidar melhor de nós mesmos e daqueles que amamos.


Como o auto cuidado se torna essencial nesses momentos


Durante esse período, o autocuidado deixou de ser um conceito distante para se tornar uma prática diária. Não se trata apenas de cuidar do corpo com alimentação e sono, mas também de cuidar da mente e das emoções. Algumas atitudes que me ajudaram nos últimos meses:


  • Aceitar dias em que eu simplesmente não produzia o que gostaria;

  • Diminuir compromissos que consumiam a minha energia;

  • Caminhar mesmo quando não tinha vontade;

  • Permitir que outras pessoas cuidassem de mim;

  • Compreender que descansar também fazia parte do processo.


Essas atitudes ajudaram a criar um espaço seguro para que o recomeço aconteça de forma mais natural e respeitosa.


O recomeço pode ser diferente do que imaginamos


Quando pensamos em recomeçar, muitas vezes imaginamos um retorno imediato à rotina ou até um salto para algo novo e grandioso. Mas a realidade pode ser mais sutil. No meu caso, o recomeço tem sido feito em pequenos passos, respeitando o ritmo do meu corpo e da minha mente.

Isso significa aceitar que algumas tarefas podem esperar, que a produtividade pode estar menor e que está tudo bem. O importante é manter a conexão com o que é essencial para nós, mesmo que de forma mais lenta.



Dicas práticas para respeitar seu tempo e fazer pausas necessárias


Se você está passando por um momento difícil, aqui vão algumas sugestões que me ajudaram e podem ajudar você também:


  • Reconheça seus limites: não se cobre demais. Cada pessoa tem seu tempo.

  • Comunique suas necessidades: seja no trabalho, na família ou entre amigos, falar sobre a necessidade de uma pausa ajuda a criar compreensão.

  • Estabeleça pequenas rotinas de autocuidado: mesmo que simples, elas fazem diferença no seu bem-estar.

  • Evite decisões importantes em momentos de fragilidade: dê espaço para a mente se organizar antes de grandes mudanças.

  • Busque ajuda profissional se sentir necessidade: psicólogos e terapeutas são aliados importantes nesse processo.


A importância do respeito no processo de pausa e recomeço


Respeitar o próprio tempo é um ato de amor e coragem. Muitas vezes, a sociedade valoriza a produtividade constante e a superação rápida, mas isso pode ser prejudicial para quem está enfrentando perdas. O respeito deve vir de dentro, mas também das pessoas ao nosso redor.


Ao compartilhar minha história, espero que mais pessoas possam se sentir autorizadas a fazer pausas quando necessário, sem medo de julgamentos. O recomeço não precisa ser apressado, e o autocuidado deve ser prioridade.

Continue aqui comigo! Mas entenda que meu tempo está acontecendo de uma outra forma agora, num ritmo mais lento, mais uma vez...


E você?

Já viveu um momento em que a vida lhe pediu uma pausa? O que você aprendeu disso?

Se desejar, compartilhe sua experiência nos comentários. Talvez sua história também possa acolher alguém que esteja atravessando uma caverna semelhante.


Te convido a tornar-se membro do Blog para ficar por dentro da programação dos próximos conteúdos. É gratuito!


Deixo aqui o link do livro


De coração,

Thaís


 
 
 

Comentários


© 2008 Alivio Terapias

  • Instagram ícone social
  • Grey Facebook Icon
bottom of page